terça-feira, 23 de novembro de 2010

It's rainning


Às vezes o mundo pára. Sentimo-nos inuteis, impotentes, sozinhos. Embora a chuva continue a cair, embora os carros, as pessoas, continuem a circular na rua, sentimo-nos meros peões, peões que mais ninguém vê e que todos insistem em pisar e voltar a pisar, mil e uma vezes.
Gostava de viver numa Utopia, pelo menos durante o dia, para sentir a felicidade latente, pura, sem correntes. Gostava que tudo fosse fácil, bonito, durante um dia, apenas um dia. Será pedir muito? Será pedir muito que deixe de chover, que faça sol?
Tenho saudades de quando todo o mundo cabia na palma das minhas mãos. Tenho saudades de conhecer apenas a minha casa, os que me são mais queridos. Saudades de não sair do abrigo do ombro da mãe, saudades de jogar ao lobo mau com o pai. Que venha o simples. O directo. O rápido. Que venha o amor, a amizade, os bons momentos. Que venham as gargalhadas, os abraços, os beijinhos! E mais uma vez, que venham os erros de escrita, os erros da oralidade. Porque errar é humano. Errar é crescer. E eu quero crescer tudo de novo.
Contudo, agradeço a todos os que fizeram de mim o que sou hoje, aos que continuam a amar-me apesar dos meus defeitos. São os meus maiores alicerces.
22:18, 23-11

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